09 setembro 2010

Victor: Um exemplo de vida!


Naquele dia jamais imaginaria que conhecer aquelas pessoas poderia nos levar a dar a volta ao mundo e ir para a China em busca de realização de um sonho que viria acalentar nossos corações tão sobressaltados desde algum tempo.


Era uma bela manhã na pequenina Abadiânia, topônimo em louvor à Padroeira Nossa Senhora da Abadia, no planalto central no Estado de Goiás, entre Anápolis e Brasília. O local é maravilhoso a Casa de Dom Inácio de Loyola. Fomos cedo, pois ali em em paz de espírito concentram-se pessoas de todos os lugares do mundo e naquele dia eram muitas mais, vindas de todos os rincões desse Brasil, além dos estrangeiros, sempre em maior número.

Sentou-se ao nosso lado uma senhora com aparência bondosa e de voz suave nos cumprimentou e nos disse ter ido levar o neto para uma visita ao João de Deus, mentor espiritual da Casa, apresentou-se como Cida, alma iluminada.


Disse-nos também que ele havia recém chegado da China, onde havia se submetido à indução de células-tronco para tratamento de Moyamoya e que logo estaria chegando. Momentos após ele veio junto com a mãe Terezinha, hiperativa, loquaz, uma senhora que quando você lhe pergunta se ela quer ir, provavelmente ela já estará voltando.


Nossa curiosidade era o tratamento na China, não que o Victor não fosse a real motivação, porém ele nos parecia tão bem que ninguém imaginaria que houvesse suplantado uma Moyamoya, uma patologia deveras agressiva, e agora estava ali, de pé, andando e falando, inclusive nós que estávamos curiosos deixamos tudo de lado e ficamos quietos porque o momento exigia.

Durante os dias que passamos lá ficamos todos juntos, conversando (quando a Terezinha deixava) e nos informando sobre o tratamento do Victor e da possibilidade de levarmos nosso filho, conversa essa que continuou em São Paulo quando retornamos até o momento em tomamos o caminho da China, o que veio a ocorrer em Junho de 2010, também com excelentes resultados.


Victor tem uma vida maravilhosa e hoje, freqüenta aulas, faz suas fisioterapias, entretanto, o que mais o alegra é o Tênis de Mesa e pasmem: Ele acaba de receber uma medalha pelo 3º Lugar nas Paraolimpíadas Escolares 2010 em São Paulo". Essa é a sua resposta àqueles médicos que o desenganaram e outras pessoas pessimistas que desacreditaram na fibra dessa família, como também aqueles que os chamaram de loucos por decidirem ir à China.

Parabéns Victor, Terezinha, Antonio, Rodolfo e Cida, família abençoada e exemplar e que seu exemplo de vida seja copiado por todos os brasileiros que tenham fé em seus objetivos e em Deus.
Texto do Blog – Fotos do Comitê

02 setembro 2010

20 conselhos saudáveis!



01 - Um copo de suco de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C..

02 - Salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de aúcar no sangue).

03 - Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.


04 - Mastigar os vegetais por mais tempo. Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.


05 - Adotar a regra dos 80%: servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

06 - Laranja o futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.

07 - Fazer refeições coloridas como o arco-íris . Comer diariamente, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

08 - Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate. Mas escolha as pizzas de massa fininha. O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.


09 - Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente . As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10 - Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória... Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto.

11 - Usar fio dental e não mastigar chicletes . Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.


12 - Rir.Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.


13 - Não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.

14 - Ligar para seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã .

15 - Desfrutar de uma xícara de chá com a pessoa amada. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.


16 - Ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente. Os mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.

17 - Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche. Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas; vantagens outras são conseguidas atráves de verduras frescas.


18 - Reorganizar a geladeira . As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso, é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tape ware escuro e bem fechado.

19 - Comer como um passarinho. A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.


20 - Uma banana por dia deixa sua vida sadia, vejamos: A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de infarto, e tantas outras coisas mais, então, é ou não é um remédio natural contra várias doenças?


Dicas para alongar a vida:

- comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio...

- pensar positivamente . Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos queridos e mais amargos.

- ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.

- conhecer a si mesmo . Os que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida...
(Foto ilustrativa)

20 agosto 2010

Carta aberta à vereadora Mara Gabrilli !

Cara Mara:
Após nossa troca de correspondência através de e-mails resultou nesse texto que acho um tanto esclarecedor e pode ser lido e compreendido pelos leitores mesmo em se tratando de uma resposta aos assuntos discutidos entre nós e o que seria um breve comentário tornou-se um grande texto, espero esclarecedor.

Apenas para elucidar uma leve e confusa interpretação, jamais a jogaria para o outro lado, pelo simples motivo que prefiro tê-la ao nosso lado. Quando falei que você e a Dra. Mayana Zatz estavam politicamente do mesmo lado, jamais me referi à política partidária, e sim a atos políticos envolvendo compromissos com saúde e pesquisa. Seria hipocrisia negar que gostaria de tê-la como aliada na divulgação de fatos positivos no tratamento do Kleber.

Fiquei satisfeito ao saber que já em 2002, você já estava se submetendo a auto-implante com células-tronco, coisa que jamais sonhávamos, pois nosso filho nasceu em 2001. Guardo até hoje o laudo da USP, do Instituto de Biociências, assinado pela Dra. Rita de Cássia, da equipe de Mayana, de 06/09/2002, (C-18349), onde foi diagnosticado a Distrofia Muscular Congênita. Onde também nos informaram que pesquisas em andamento davam conta de no mínimo 6 a 8 anos para algum resultado, note que nessa ocasião você já estava se submetendo ao tratamento com células-tronco!! (mesmo sendo outra patologia)

Mostrou-se preocupada de como os médicos orientais acompanhariam os sucessos e intercorrências do tratamento do Kleber e seus pacientes de outros países? Pela internet, como os ocidentais, creio. Da mesma forma que acompanharam você. O mesmo acontecerá com o Kleber em relação ao tratamento na China. Os exames e procedimentos que serão solicitados serão feitos aqui e enviaremos ao Wu Medical, eles analisarão e nos orientarão. Os medicamentos poderão ser importados, se for o caso.

Insisto que essa teimosia em afirmar que se trata de caráter experimental é inveja, coisa de ocidentais, porque eu estive lá por 37 dias e acompanhei vários casos de pessoas em situações gravíssimas e que lograram ótimos resultados, só não vê quem não quer. Recentemente, em São Paulo, no Instituto do Sono, vi ruírem minhas esperanças em relação à compreensão do tratamento chinês quando um médico, garoto com talvez vinte e poucos anos, ao tomar conhecimento de nossa ida à China e ver a lista de medicamentos receitados lá, comentou aos colegas: - Olhe essa lista, quem sabe a utilidade disso? - com ares de superioridade, que inexiste quando ele utiliza toda a tecnologia “made in China” desde seu celular até aparelhos de alta complexidade de uso científico. Encerrou-se ai Mara, a demonstração de ignorância e arrogância do ocidente

Eles jamais foram arrogantes, nunca disseram que era uma cura definitiva, simplesmente garantem uma melhora significativa. Não é cirurgia, é uma terapia completa (como foi o seu experimental auto-implante em 2002) com medicamentos, células-tronco e fisioterapias/massagens, um conjunto que tem dado certo e melhorado a condição de muitas pessoas, inclusive de meu filho. Eu vi! Eu acompanhei, Eu estava lá.

Mara! Veja o caso do Victor, (aqui de SP. – citado no Blog) portador de Moyamoya, cuja mãe a abençoada Terezinha, que fez o primeiro contato com o Wu Medical, e saiu do Brasil como um bólido em busca de esperança para seu filho, pois se ficasse aqui não sobreviveria. Você pode ver os resultados positivos para o garotão, lindo, esperto, estuda, isso tudo apenas um ano depois das induções. Mara ele chegou lá na China convulsionando, de maca, movia-se pouco, desenganado aqui pelos médicos brasileiros, veja ele hoje, você o conheceu lá na APMDFESP (Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo), não pode negar! Ajude a divulgar isso, não faça coro com os pesquisadores, participe da dor
o povo, do seu povo.

Você não acha justo que me cobrem por isso não é? Porém o que podiam me oferecer aqui no Brasil. Tentei incluir o Kleber em alguma pesquisa e não consegui. Fui a Milão em busca do Dr. Cossu, ele está fazendo experiências lá e não consegui. A Dra. Lilian Eça, (IPCTRON) me disse textualmente: (Tem um tratamento na Itália c Dr. Cossu se quiser podemos conversar pessoalmente vcs são de SP?) isso após perguntar-lhe se havia uma possibilidade de incluir o Kleber em algum tratamento ou pesquisa. Quando soube que nós já havíamos ido a Milão, desconversou. Na USP me disseram “células-tronco não é para geração de seu filho”. Fui para a China e iria a qualquer lugar, depois de tudo que ouvi aqui no Brasil e não vejo nenhuma autoridade de saúde no Brasil, sejam pesquisadores, cientistas, médicos, gabaritados a criticar os chineses, principalmente por não terem nada a oferecer.

Acredito que você não pagou pelo seu auto-implante, como conseguiu isso já em 2002, quando nós sabemos que alguma coisa mais positiva com células-tronco só começou em 1999? Era também experimental, não? Outras pessoas tiveram acesso a esse experimento? Os resultados foram publicados? Onde? Quem dera todos no Brasil tivessem o privilegio e oportunidade que você tem, de ir a diversos países, experimentar várias situações, cadeiras de rodas de alta tecnologia, apoio fisioterápico e uma condição que só uma pessoa rica ou um político pode ter. Essa situação não é a do povo brasileiro que tem que vender seus bens para cuidar da saúde dos seus entes queridos.

O que queremos é que esse lado positivo dos tratamentos na China seja reconhecido pelos “arrogantes” pesquisadores brasileiros, (sem desculpas de efeitos colaterais) que utilizem a mídia para orientar nosso povo. Dêem uma chance às pessoas que necessitam, deixem de bancar “deuses” e colaborem e orientem, afinal são milhares de pessoas de todo o mundo que lá se tratam e com resultados, só não vê isso o lado científico ocidental.

Os chineses nunca se submeteram, em todos os aspectos, às exigências e protocolos ocidentais (leia-se FDA-USA) há mais de 5 anos que utilizam células- tronco em diversas patologias e com estatísticas de resultados surpreendentes.

Querida Mara: Temos que nos unir, mas para que isso ocorra, precisamos separar algumas posturas preconceituosas que atrapalham a busca pelo bem estar dos portadores de patologias degenerativas progressivas que requerem tratamentos urgentes, pessoas que não podem simplesmente ignorar o tratamento chinês porque um ou outro pesquisador brasileiro não concorda. Pessoas cujo futuro é a morte Mara!!! Por que não lhes dar a alternativa de escolher um tempo maior para esperar os resultados de pesquisas? Qual o medo dos pesquisadores brasileiros? Efeitos colaterais, tumores, rejeição? O que pode ser pior que ficar preso a uma cama fazendo ridículas fisioterapias esperando o fim chegar?

No contato anterior eu lhe perguntei se a Dra. Mayana já havia ido à China para ter conhecimento do que ocorre lá e também melhor embasar suas críticas aos chineses, não obtive respostas. Não quero travar pendengas com a Dra. Mayana, com você, ou qualquer um, o que me interessa é ajudar a divulgar os resultados positivos, dar esperança, alento, fazer com que as pessoas possam ver uma luz e vislumbrem um fio de esperança. E isso que os impulsiona e os mantêm vivos.

Não quero macular imagem de ninguém, entretanto tenho que ser realista e quando vejo uma declaração da maior autoridade em pesquisa de célula-tronco para patologias degenerativas no Brasil, Dra. Mayana Zatz, dizer que: “Quem coloca a mão na massa sabe quais são as limitações (da pesquisa). Às vezes, você realmente tem de vender o peixe quando precisa de financiamento. Não adianta você dizer: “Olha, vou ficar 20 anos seqüenciando para talvez chegar a um resultado. A gente tenta dourar um pouquinho a pílula “(Jornal Folha de S.Paulo, 01 de abril de 2007).


Talvez a Dra. Mayana tenha dito, com toda razão, em função da falta de recursos aqui no Brasil e cito suas palavras – um tanto conflitantes – “Não é o Brasil que está atrasado nisso mesmo tendo poucos recursos destinados às pesquisas, diferentemente de países como os Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Alemanha e outros, onde tanto governo quanto iniciativa privada investe muitos mais recursos em busca da cura de muitas doenças”. Sim Mara, o Brasil está atrasado sim e a falta de recursos para pesquisa é um dos fatores principais, basta ver a quantas anda a saúde em nosso país.

Na revista Planeta (Edição 454) a reportagem “A revolução das células-tronco” traz alguns tópicos sobre pesquisa no Brasil, e como sempre, o pessimismo dos pesquisadores brasileiros que falam em 20 anos e citam a pesquisa da AIDS como exemplo, entretanto, destaca estudos na área de neurociência, mais especificamente na tentativa de reconexão de medula partida, algo que espero para breve, pois muitos dependem desse resultado, o que seria excelente e indubitavelmente, os grandes laboratórios de pesquisas estão eufóricos.

“A expectativa hoje é tão grande que, se você diz que vai tratar um paciente com células-tronco, é capaz de ele se curar sozinho.” (Geneticista Nanci Nardi - UFRGS)

Apesar de triste, esta frase detalha a nossa situação aqui no Brasil. Estamos sozinhos. Felizes aqueles, que como nós, tiveram coragem de fazer o caminho que Marco Polo fez por volta de 1278, ir à China em busca da esperança de poder aguardar com vida a descoberta e utilização das “células” que curam e não somente pelas razões citadas, mas pela falta de esperança quanto ao futuro aqui no Brasil.

Nesse momento em que muitas vidas estão à espera de resultados, a China é uma saída e deve se considerada como uma alternativa de melhora significativa em diversas patologias degenerativas com o uso de células-tronco e os neurologistas chineses têm tanta capacidade e seriedade quanto qualquer outro pesquisador ocidental e, se o uso de células-tronco, seja ela de cordão umbilical, de feto, embrionárias ou de qualquer outra parte, ajudar na melhora de qualidade de vida de pessoas e famílias que sofrem, temos que usá-las, como você fez em 2002 (também era experimental) e que se danem os medos e pavores dos nossos pesquisadores, eles não têm nada pra nos oferecer.

Um dia espero poder conhecê-la pessoalmente, afinal pelo visto somos meio parecidos quando se trata de defender pontos de vista e essa sua garra é maravilhosa, o que faz de você uma vencedora. Tomara que na Câmara Federal possa nos socorrer e melhorar a tão combalida saúde no Brasil.Que Deus a ilumine sempre.
Daniel
http://uniaodasdistrofias.blogspot.com/2010/07/tratamento-na-china-final.html

09 agosto 2010

Doação de Medula Óssea, um gesto de amor.


A medula óssea é a matriz do sangue e localiza-se na parte interna dos ossos semelhante ao tutano dos ossos do boi. Na medula óssea estão as células-mãe que dão origem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.


Necessitam pessoas que têm doenças que comprometem a produção de sangue pela medula, como leucemias e aplasia de medula óssea, e crianças com algumas doenças genéticas.


Podem doar pessoas com bom estado de saúde entre 18 e 55 anos.
O paciente tem 25% de chances de encontrar um doador compatível entre irmãos. A maior parte dos pacientes não encontra um doador compatível na família. Assim sendo, procura-se um doador compatível inscrito no Registro Nacional de Doadores.

O REDOME – Registro de Doadores de Medula Óssea – é um banco de dados onde ficam os dados e HLA dos doadores. É necessário um grande numero de doadores registrados para que os pacientes tenham chance de encontrar um doador compatível. Para o paciente, você pode representar a única possibilidade de cura. Se houver compatibilidade o doador é convocado para um exame de sangue mais detalhado. O doador será avaliado por um clínico para certificar seu bom estado de saúde.

Existem duas formas de doar a medula:
- Punção direta da medula óssea. É realizada com agulha, na região da nádega, de onde se retira uma quantidade de medula equivalente a uma bolsa de sangue. O procedimento dura 40 minutos e é feito com anestesia. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para casa no dia seguinte.


- Punção da veia. A coleta é realizada pela máquina de aférese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a proliferação das células-mãe, essas migram da medula para as veias e são filtradas, processo que dura em média 4 horas, até que se obtenha a quantidade adequada de células. O efeito colateral do medicamento é que provoca dores leves no corpo, como as de uma gripe. Os riscos para o doador são mínimos.


O paciente recebe a nova medula por meio de transfusão. Em duas semanas a medula transplantada já estará produzindo células novas.
Muitas pessoas confundem a medula óssea com a medula espinhal e acham que ao doar a medula óssea podem ficar paralíticas. Medula óssea e medula espinhal são coisas diferentes. A medula espinhal fica no interior da coluna vertebral e nada tem a ver com a medula óssea que é o tutano do osso.


(Fotos ilustrativas)

08 agosto 2010

Dengue Hemorrágica e Paracetamol: Vida e morte.


Fomos à busca da verdade daquilo que circula na internet como documento apócrifo que trata uma situação muito preocupante quanto à utilização de remédios nocivos à saúde do povo brasileiro e que são utilizados à larga, com ou sem receita médica, por não terem maiores informações de seus efeitos colaterais.

Renan Marino (CRM 35896), brasileiro, médico, professor auxiliar de ensino da FAMERP – Faculdade de Medicina de S. J. Rio Preto/SP, mestre em ciências da saúde desde 2006 por esta mesma instituição, com dedicação aos estudos epidemiológicos e investigação clínica de dengue nos últimos dez anos.

Corrobora as declarações e denúncias de Renan o toxicologista Anthony Wong do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas em entrevista (íntegra) ao UOL News, onde deu uma aula sobre o que se deve e o que não se deve fazer no uso do Paracetamol, admitiu não saber por que o remédio ainda continua no mercado e explicou que a dosagem perigosa varia de pessoa para pessoa.

É flagrante a defasagem do protocolo do Ministério da Saúde que insiste em indicar o Paracetamol nos casos de dengue, droga com maior potencial lesivo ao fígado em uso atualmente no mundo. Na prática funciona como um marcador de chances de ocorrência de agravos na evolução dos casos de dengue: quanto mais se usa Paracetamol mais complicações hemorrágicas e óbitos são registrados.

Como decorrência da indicação exclusiva do Paracetamol para tratamento da dengue por décadas, a classe médica e mesmo a população, que passou a fazer uso desta droga por automedicação, adotou o falso conceito de sua eficácia e segurança farmacológica, evidentemente contando com o oportuno marketing agressivo da Janssen-Cilag, marca detentora da patente do princípio ativo Paracetamol, conhecido pelo nome fantasia Tylenol , propriedade do grupo Johnson & Johnson do Brasil Ind. Com. de Produtos para Saúde Ltda.

Desde sempre se soube que o medicamento Paracetamol apresenta importante hepatoxicidade, sendo possível traçar um paralelo a partir do seu lançamento na década de 50 com a ocorrência dos primeiros casos de dengue hemorrágica, uma vez que desde sempre a dengue foi considerada uma doença benigna. Mesmo assim, passou despercebido à classe médica que em 1995, o Paracetamol respondia por 58% dos casos de insuficiência hepática nos EUA e em 1.999, já representava a principal causa de insuficiência hepática aguda na Inglaterra.

É sabido que o fígado lesado em até 80% pela intoxicação pelo Paracetamol, não manifesta sintomatologia nas primeiras 72 horas, podendo inclusive evoluir silenciosamente. No 4º dia pós-intoxicação, o indivíduo apresenta súbita dor abdominal, hipotensão, hipotermia, transtornos da coagulação com hemorragias, choque cardiovascular, podendo evoluir para óbito. Aqui chamamos a atenção para o fato destes sintomas, intoxicação aguda pelo Paracetamol, serem exatamente os mesmos sintomas atribuídos à dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue. Esta apavorante coincidência nos coloca diante da mais grave iatrogenia (efeitos adversos) médica registrada em nosso país desde a tragédia da Talidomida em 1.950.

Assim, Dr. Renan Marino, peticionou ao Ministério Público Federal, propondo uma representação contra o Ministério da Saúde para que a continuidade da indicação do Paracetamol pelo Ministério da Saúde nos casos de dengue que representa um fato grave e despropositado que fere o bom senso e a lógica científica, seja imediatamente suspensa nestes casos, no mínimo pelo período em que seja possível um maior aprofundamento no estudo das questões levantadas e embasadas em observações clínicas, estudos e literatura nacional e internacional, publicadas sobre o assunto para que não continuemos incorrendo em omissão, negligência, imperícia e imprudência, salvaguardando desta forma o direito à vida e à saúde da população brasileira, que vem sendo sistematicamente exposta a sérios riscos perfeitamente evitáveis, por absoluto e inaceitável descaso das autoridades sanitárias, uma vez que entre nós a dengue não tem sido uma exceção, mas sim um fato quase cotidiano.

Texto resumido pelo Blog com revisão do Dr. Renan Marino
Fotos do Blog

18 julho 2010

Tratamento na China - Final

Ilustrando a última parte com as fotos do Kleber, sentado na cama no apartamento do Wu Medical, após a segunda indução de células-tronco, fato que não ocorria há dois anos, e, a mais significativa, andando com ajuda de aparelho, (após a quarta indução) e o que mais nos emocionou, quando ele, em lágrimas, disse: Mamãe!! Estou andando!!!

Chegamos ao final desse tratamento que se iniciou cheio de incertezas e medos, podemos dizer que o prometido foi cumprido e foram além, afinal, as condições que se apresentaram aqui no Wu Medical foram superiores ao que esperávamos e os resultados também, e o que sentimos é uma paz e uma sensação maravilhosa de ter atingido um objetivo que nos impusemos como pais, a partir daí não existe nada que nos dê tanta coragem e motivação para novos desafios se eles se apresentarem.

Nos próximos dois anos em que melhores resultados ainda virão, o acompanhamento será à distância. Medicamentos levaremos daqui para os próximos seis meses, exames de sangue quinzenais e orientações (em inglês) pela internet como fazem os ocidentais, pois não mais existe distância entre nós e eles.

Estamos retornando levando na bagagem sensações confusas, um misto de saudades e alegria. Saudades dos que deixamos no Brasil, casa, família e amigos. Saudades dos profissionais chineses zelosos, competentes totalmente voltados à suas atividades e que as executam com alegria, carinho e honestidade. Alegria por retornarmos ao nosso país e felizes por termos vindo à China, pois aqui tivemos segurança e orientação, pudemos receber de profissionais preparados todo o empenho e dedicação exclusivamente nessa experiência.

Nossa estadia aqui em Beijing teve um pouco de clausura, pois é um tratamento e não turismo, porém mesmo assim não podíamos deixar de estar atentos às situações que se apresentaram e num desses momentos, saímos do hospital para espairecer, não foi muito tempo, mas a experiência foi intensa.


Os amigos.
A obscuridade e a ignorância sobre o sábio e alegre povo chinês, imposta anos e anos a fio pela cultura ocidentalizada, nos retardou o aprendizado e impediu que tivéssemos acesso a esse fabuloso conhecimento milenar, que a todo o momento nos surpreende, seja pelo trabalho, seja pela admiração ao povo brasileiro ou pela capacidade de sorrir. Admiram-se com nosso calor humano nas relações, porém, ao contrário do que imaginamos não são frios, são amorosos, respeitadores e sinceros, destacamos sua cordialidade e desprendimento quando se trata de ajudar, assim como a preocupação com nosso bem estar, não só no hospital como fora dele. Deixaremos grandes amigos aqui, e quiçá, possamos voltar um dia, não na mesma condição e sim para uma visita prazerosa e para conhecer melhor esse grandioso e lindo país.

A volta.
É lamentável, porém não podemos deixar de falar sobre o nosso receio ao retornar, a certeza de ter que enfrentar novamente todos os problemas da caótica saúde brasileira; problemas pelas buscas incansáveis por profissionais competentes e honestos, que não tenham horários exíguos e atendimentos relâmpagos, que não vejam no paciente apenas uma forma de ganhar dinheiro; a busca por medicamentos caríssimos, pois ao contrário dos remédios de uso veterinário que são isentos, o governo cobra imposto onde deveria isentar, arrecada na infelicidade e na tristeza; a luta para conseguir produtos para reabilitação e acessibilidade condizente com a necessidade; e o pior de tudo, viver num país onde absolutamente nada é adaptado aos portadores de quaisquer deficiências, além de ter que dividir espaços com nossos cidadãos que pecam na educação e teimam em não respeitar direitos de outrem.

Profundamente lastimável que nosso país não tenha ainda aprendido a dar guarida a seus cidadãos, abrigá-los e protegê-los deveria ser seu maior interesse, entretanto, a falta de políticas públicas para áreas de saúde, entre tantas, faz com que seu povo tenha que buscar fora o que não encontra em sua casa. Vejam o belo exemplo que nos deu José Alencar, vice-presidente, quando o país não o socorreu, foi tratar-se nos EUA. Situações como essa é que nos assustam, pois, acreditem, a grande maioria da população brasileira está órfã quanto se trata de saúde.

Qualquer um pode decidir qual atitude tomar quando se tem uma patologia degenerativa na família, mas quando se trata de um filho e se vive em um país que não oferece a mínima condição de saúde aos seus, a saída é buscar a solução esteja ela onde estiver e não me venham dizer que custa caro, que é experimental, etc., pois, vi e vivi com sobreviventes e com pessoas maravilhosas de todo o mundo, que buscaram conforto e cura aqui e lograram êxito, ao invés de sentar-se a espera de soluções e curas que com certeza, não chegarão a tempo. Amamos nosso filho e a palavra esperar para nós não existe, pois pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Texto e fotos do blog.

Breve postaremos no blog http://www.carvaovermelho.blogspot.com/ nossa visita a Grande Muralha da China, observando alguns tópicos interessantes da vida chinesa.

14 julho 2010

Tratamento na China – Terceira parte

Introdução
Dedicaremos essa terceira parte para apresentar em nosso blog, a missão e todo o staff de profissionais que estão comprometidos com o tratamento, os neurologistas, cujos currículos profissionais faremos um breve relato, bem como do diretor do Wu Medical Center. (www.unistemcells.com)

DR Like Wu – MD, PhD - Managing Director
DR Like Wu – MD, PhD - Managing Director

    Se você acha que o assunto é de seu interesse, pode receber os novos posts por email clique aqui e assine o feed
    Leia também:
  1. Tratamento na China – Primeira parte
  2. Tratamento na China – Segunda parte



O Wu Stem Cells Medical Center (WSCMC) nomeou o Dr. Wu, co-fundador, como diretor neurologista e diretor do centro de 2005 a 2008. Dr. Wu serviu como Diretor-Chefe do Departamento de Neurologia do Hospital Beijing Tiantan Puhua ( BTPH ). Ele é o fundador do programa de investigação e tratamento de célula-tronco no BTPH. Usando únicas e inovadoras tecnologias de células-tronco o Dr. Wu, nos últimos três anos e meio e sua equipe de médicos trataram com sucesso mais de 1.700 pacientes de todo o mundo, que sofrem de várias doenças neurológicas, distúrbios e lesões, incluindo a doença de Parkinson, após acidente vascular cerebral, doença de Batten, ALS, MS, MSA, PSP, paralisia cerebral, crânio-encefálico e lesões da medula espinhal, etc. Este lançou uma base sólida para a aplicação de tecnologias de células-tronco para tratar estas doenças neurológicas antes incuráveis.


DRA. Xiaojuan Wang, MD, PhD – Associate Directo
DRA.  Xiaojuan Wang, MD, PhD – Associate Director
Socio-diretora e neurologista do WSCMC. A número um da china em tratamento com Tecnologia para células-tronco, foi aluna do Professor Li Chunyan o melhor neurologista cientista e expert em doenças cérebros-vasculares na China. Dra. Wang teve muito sucesso tratando doenças cérebros-vasculares, neuro-degenerativas além de ter rica experiência em tratamento com células-tronco para seqüelas no cérebro e medula espinhal, fez grandes trabalhos para a fundação projeto ELA, (Esclerose Lateral Amiotrófica) e para outros projetos destinados a tratamentos pós-isquemia cerebral. Dra Wong tem grandes conhecimentos na área de doenças neuro-motores e terapias de proteção após isquemias em colaboração com John Hopkins University (USA), tem mais de 40 artigos publicados sobre diabetes, doenças vasculares cardíacas e cerebrais. Membro da Associação Médica Chinesa, Associação de fisiatras da China e distinta colaboradora do Comitê de Gerenciamento da Ciência da China.


Eric Huang - Presidente, WSCMC
Eric Huang  - Presidente, WSCMC
Sr. Eric Huang é presidente do Conselho de Administração da Saúde União Beijing Co. , Ltd. (HUB) e Wu Stem Cells Medical Center. Fundador da primeira empresa comercial da China com células-tronco R & D Beijing Sinocells Bio. Co. Ltd. e da Universidade Peking Stem Cell Research Center. Quando o Sr. Huang decidiu investir em Wu Stem Cells Medical Center ( WSCMC ) em 2008, objetivou incorporar nessa sólida parceria, 10 anos de pesquisa clínicas, realizadas pelo corpo médico mais altamente preparado para o tratamento com células -tronco na China.

A MISSÃO DO WSCMC
“Como líder na investigação sobre células estaminais e suas aplicações em práticas médicas, olhamos mais para o futuro, com o objetivo de nos tornar um influente centro médico internacional, criador de diretrizes e normas para todos os outros nesse campo de células-tronco.”
“Acreditamos que por causa da nossa liderança em tecnologia médica e experiência clínica acumulada dos últimos anos, podemos oferecer esperança às pessoas em qualquer lugar do mundo que sofrem de várias doenças neurológicas, porque os nossos métodos têm um histórico comprovado de sucesso. Desde o primeiro dia que iniciamos, nossa filosofia tem sido a de utilizar as habilidades e talentos da elite médica para aliviar o sofrimento de nossos pacientes, oferecendo o tratamento mais eficaz disponível.”
Texto pesquisado e traduzido pelo blog.
Fotos do Wu Medical Center

10 julho 2010

Tratamento na China – Segunda parte

hospital de transplante de célula tronco em Begin na china
Se você acha que o assunto é de seu interesse, pode receber os novos posts por email clique aqui e assine o feed
Leia também:
Tratamento na China – Primeira parte
Antes de dar continuidade à descrição do tratamento, devemos trazer alguns esclarecimentos sobre os enfoques que fizemos sobre o uso de células-tronco no Brasil, em patologias degenerativas, situação que procuramos há muito tempo e que nos conduziu à reportagem do jornal The Washington Post de 06 de junho de 2010 (Blog União das distrofias) que cita o Brasil como um dos países que fazem tratamento com células-tronco, assim como China, Rússia e Índia. Evidentemente não atropelar as pesquisas, mas é certo que algumas experiências com humanos têm acontecido no Brasil e seus resultados não estão sendo divulgados.

Outra situação que envolve células-tronco e que os pesquisadores brasileiros tentam esconder são as pesquisas desenvolvidas pelo Dr. Giulio Cossu no Instituto San Rafaelle em Milão, onde estivemos em 2009, para tentar a possibilidade de incluir nosso filho nas experiências que já ocorriam naquele instituto com três crianças, e que em 2010 tal quadro seria aumentado para algo em torno de 10 crianças. O que nos levou a pleitear essa inclusão foi uma entrevista da Dra. Lilian Piñero Eça, Presidente do IPCTRON de São Paulo, concedida à TV Record de São Paulo onde fez esclarecimentos muito comprometedores da situação das pesquisas no Brasil e citou o trabalho de Cossu.

Poucos dias antes de virmos para a China, enviei um e-mail a Dra. Lilian, sobre a possibilidade de existirem tratamento com células-tronco para nosso filho Kleber, etc., respondeu-me: “Tem um tratamento na Itália c Dr Cossu se quiser podemos conversar pessoalmente vcs sao de SP?” Entretanto, quando observei que já havia ido a Milão, desconversou dizendo que o Dr. Giulio apenas fazia experiências com cães.
Tudo isso somado a insistência da Dra. Mayana Zatz em detonar os tratamentos na China, despertaram minha curiosidade, afinal jamais a ouvi criticar o tratamento italiano e muito menos vi publicações ou relatos dos resultados das experiências italianas com as crianças. Seriam os italianos melhores que os chineses somente porque estes cobram o tratamento? Por que espalhar a todos os ventos, através de entrevistas à mídia brasileira, que os procedimentos dos chineses não são confiáveis sem ao menos ter vindo ao Wu Medical Center?

Também tive a oportunidade de fazer contato com a vereadora Mara Gabrilli, de São Paulo, portadora de deficiência motora, militante na área de melhoria de qualidade de vida dos deficientes em geral e redatora de um plano de governo para o Ministério do Deficiente Físico previsto no programa de José Serra, se ele vencer as eleições é claro, que juntamente com Mayana Zatz querem promover um encontro de pesquisadores e o candidato para discutirem o uso de células-tronco para o tratamento de doenças degenerativas.
Nessa ocasião, conheci um posicionamento da vereadora sobre o tratamento com células-tronco, dizendo que aguardaria as pesquisas avançarem no Brasil e também criticando os chineses, fazendo coro com a Dra. Mayana, pois estão politicamente do mesmo lado.
Entretanto, uma colocação dessas, vindo de uma figura publica como ela, poderá desestimular brasileiros que enfrentam uma luta contra o tempo por terem uma patologia degenerativa e progressiva de irem à busca de uma alternativa para seus males urgentes. O que não é o caso de Gabrilli.

Os tratamentos podem ser italianos, chineses, russos ou até brasileiros, o que não se pode é deixar pacientes de doenças graves e que requerem tratamentos urgentes, à mercê de decisões de políticos brasileiros.
O que motiva pesquisadores do quilate das Dras. Mayana e Lilian e outros a insistir nas negativas quanto à utilização de células-tronco em humanos? Quais as razões para tantas críticas quanto aos procedimentos e cobrança pelo tratamento chinês? Se os italianos também estão utilizando células-tronco, que elas dizem que é experimental no tratamento humano, porque não são criticados? Por que desesperançar os pacientes portadores de patologias degenerativas progressivas quando afirmam não existir tais experiências, quando não têm nada a oferecer que não seja o óbito?

Vamos encerrar essa segunda parte colocando em pauta um assunto muito discutido e criticado no Brasil, a cobrança do tratamento. Citamos o Wu Medical Center porque estamos aqui. São US$ 30.000, mais passagens aéreas e além do paciente exigem a presença de dois acompanhantes, todos hospedados no próprio hospital por 40 dias. Veja as acomodações no site(www.unistemcells.com); apartamentos com ar condicionado e ventiladores, banheiro privativo, Armários, Frigobar, Água potável quente e fria, Microondas, espaço gourmet comum, lounge, TV LCD a cabo, serviço de copa e cozinha, mercadinho, food’s delivery, Exchange, salão de café, wireless, atendimento de lavanderia, roupas de cama, revistaria, DVDs, além de apoio de assistentes sociais e da administração para acompanhamento nas saídas para compras e outras necessidades. Traslados de ida e volta ao aeroporto, inclusos.
Para o paciente, além das induções de células-tronco em quatro seções, exames laboratoriais de sangue, urina, fezes, testes alérgicos semanais, medicação por via endovenosa diária, com soro e oxigênio diários, fisioterapia, massagens, terapia ocupacional diariamente, monitoramento de enfermagem 24 horas, todos os medicamentos e suplementos, acompanhamento diário por neurologista, além das consultas semanais pelo Like Wu, MD, PhD – Managing Director e Xiaojuan Wang, MD, PhD, - Associate Director, renomados neurologistas e especialistas na área de pesquisas e tratamento com células-tronco em Beijing, e que juntamente com o Wu Medical Center são citados pelo jornal The Washington Post como sendo a vanguarda desses procedimentos na China.
Alguém poderia dizer quanto custaria esse atendimento particular ai no Brasil?
Texto e fotos do Blog

Tratamento na China – Primeira parte

hospital de transplante de célula tronco em Begin na china
Se você acha que o assunto é de seu interesse, pode receber os novos posts por email clique aqui e assine o feed
Diversas vezes iniciei um texto objetivando postá-lo nesse blog e outras tantas os apaguei por não ter a certeza de estar certo, afinal essa experiência não é qualquer uma, esconde-se por detrás dessa viagem muitas lutas, algumas vencidas outras nem tanto, algumas dores, muitas lágrimas e sustos, sonhos sem fim, tantas coisas que tenho receio de esquecer algumas delas.

 Agora mais do que nunca acredito que acertamos e, para nós, tratava-se de um grande e arriscado passo, pois diversos cientistas e pesquisadores ai no Brasil, além dos médicos, nos diziam que os procedimentos aqui na China eram experimentais e alguns até disseram que era “um negócio da China”, pejorativamente, referindo-se a cobrança pelo tratamento. Entretanto, sabemos que a origem dessa expressão é que se trata de um bom negócio para ambas as partes, melhor para os expedicionários ocidentais que iam à China comprar barato e vender caro, parceria foi a realidade que encontramos aqui, pois não viemos comprar nada, viemos em busca de esperança, compreensão e melhorias na qualidade vida.


Como podem ver nesse relato, essa decisão teve suporte em situações já vividas por uma família amiga, que em desespero vieram sozinhos para cá e voltaram vencedores com seu filho Victor, (portador de Moyamoya - (http://www.unistemcells.com/en/patientstory/Moyamoya073849452.htm) totalmente recuperado após tratar-se no Wu Medical, tendo sido desenganado aqui no Brasil) Também quero reportar-me a uma situação bem singular, que apressou nossa decisão, que foi-nos dito por um médico da área de pesquisas no Instituto Genoma da USP: “Tratamento com células-tronco não é para a geração de seu filho.”


Em que pese algumas pessoas menos informadas acharem que viemos para cá enganados, esclareço que nada disso ocorreu, é claro que muitos achavam que o idioma seria um empecilho nas comunicações, não foi, falam inglês como todos e assim foi-nos esclarecido como o tratamento seria feito, qual o tipo de células-tronco seriam utilizadas, onde, quantas e como seriam as induções, quanto custaria e detalharam o custo, de medicamentos, fisioterapias, massagens, alimentação e hospedagem para o paciente e seus acompanhantes.
bandeiras de begin e china

Chegamos a Beijing e já nos esperávamos no maravilhoso aeroporto internacional a assistente social do hospital e o condutor do veículo adaptado ao transporte. Depois de 22 horas de vôo e oito em espera de conexão em Frankfurt/Alemanha, estávamos a caminho de nosso destino e do momento crucial onde as nossas verdades e mentiras de outrem seriam testadas e postas a prova e lá chegando deparamos com exatamente o que tínhamos visto nos folders e site do Wu Medical Center (http://www.unistemcells.com/) , aliás, era muito mais, pois aqueles não detalham a alegria e simpatia que nos receberam.


Sem dúvida a princípio se tem uma leve preocupação, logo a ansiedade e a expectativa de poder submeter nosso filho a um tratamento único no mundo, na China, se diluem e sentimos a sensação de cumprimento de etapa e uma alegria imensa por já termos conseguido chegar e estarmos prestes a ver o início da concretização de nossos sonhos. Inicio imediato, pois, de pronto, fomos levados ao apartamento e após nos acomodarem iniciaram a bateria de exames em nosso filho. A realização do sonho havia começado.


Faremos uma narrativa em duas partes ou três se necessário, não para provocar ansiedade e expectativa e sim porque a última indução ocorreu hoje (06/07) e novos resultados ainda aparecerão. Assim poderemos melhor detalhar situações positivas que os negociadores da saúde brasileira teimam em esconder, pois nós acreditamos que o uso de células-tronco, secretamente, ai no Brasil é um fato, desconhecemos, porém, os resultados. Também para que outras pessoas ou familiares portadores de patologias aqui tratadas possam interagir e saber dos resultados conseguidos e, com informações reais de quem lá esteve, tomem suas decisões.

Se você achou interessante, pode receber os novos posts por email clique aqui e assine o feed, se ainda não assinou.

07 julho 2010

Tratamentos com células-tronco limitados nos EUA, os doentes tentam em outros países

kara Desiludido por médicos EUA que não poderiam ajudar a sua filha com paralisia cerebral, os pais de Kara Anderson fizeram algo que não poderia ter imaginado há alguns anos atrás: Eles a levaram para a China.

Especialistas na área de Chicago, onde vive a família, disseram que a lesão do cérebro em Kara era permanente e que aos 9 anos , provavelmente, acabará em uma cadeira de rodas por causa de torção grave em seus músculos da perna. Mas, então, os pais ouviram histórias sobre crianças que tinham melhorado após receber injeções de células-tronco.

O tratamento não estava disponível nos Estados Unidos. Estava apenas disponível comercialmente no exterior.

Assim foi como os Andersons se juntaram às pessoas desesperadas que estão pondo fé na busca de tratamentos com células-tronco em lugares tão distantes como China, Índia, Rússia e Brasil.

Os cientistas ocidentais temem que os pacientes estejam sendo capturados por campanhas de marketing ardilosas, desperdiçando tempo, dinheiro e esperança em terapias não comprovadas , e talvez até mesmo colocando-se em perigo.

"A terapia não regulamentada, na ausência de qualquer evidência de que essas células vão ajudar os pacientes é imprudente. Potencialmente podem fazer dano enorme”, disse Arnold Kreigstein, um neurologista, que é diretor de pesquisas com células-tronco da Universidade da Califórnia em San Francisco.

Os cientistas esperam que os vários tipos de células-tronco possam eventualmente ser usados para tratar doenças devastadoras e comuns tais como: ataque cardíaco, derrame, doença de Parkinson, diabetes, insuficiência hepática e até mesmo cegueira. Por enquanto, há poucas evidências para os benefícios de tratamentos como os solicitados pelos Andersons.

A maioria das células-tronco usadas nas clínicas chinesas são obtidas a partir de fetos de abortos espontâneos. Assim, elas vêm de algum lugar entre as células-tronco embrionárias, que vêm de embriões em estágio inicial - levantando questões éticas e religiosas sobre o seu uso - e células-tronco adultas, que são mais fáceis de obter e são considerados mais seguras e menos controversas.

Elas são consideradas amplamente menos versáteis que as células-tronco embrionárias, que podem se desenvolver em quase todo o tipo de célula do corpo, mas mais do que células-tronco adultas, que são úteis apenas para tratar os tecidos ou órgãos de onde vieram.

Células-tronco fetais também têm um lado negativo: Eles podem provocar reações de rejeição imune ou inadvertidamente levar à dor nova ou aumentada. Eles também têm uma tendência a se acumular, uma paciente que procurou tratamento na Rússia, desenvolveram tumores de cérebro depois de passar por várias terapias experimentais com células-tronco do feto , relataram cientistas na revista Medicine.

Investigação em células estaminais é um domínio em que os Estados Unidos enfrentam novos rivais - e aqueles dispostos a mover-se rapidamente a partir de pesquisa experimental para o tratamento. Um relatório publicado em janeiro pela National Science Board alertou que a posição EUA como o líder mundial da inovação está em declínio e influência da China está a aumentar. O relatório disse que é o resultado de um aumento do investimento público em educação científica e tecnológica, infra-estrutura e pesquisa.

Nos Estados Unidos, o uso de verbas federais para novas linhas de células-tronco embrionárias foi suspenso no governo de George W. Bush. O presidente Obama reverteu essa decisão, quando ele assumiu o cargo , mas a China e outros países tiveram um bom começo de muitos anos.

Os tratamentos com células-tronco embrionárias ou fetais estão em fase experimental nos Estados Unidos e não são aprovados para uso comercial pela Food and Drug Administration. Mas eles permanecem em uma área de regulamentação neutra na China, nem sancionado nem proibido.

O governo permite que 50 ou mais células-tronco clínicas a sejam utilizadas livremente. Várias autoridades de saúde chinesas manifestaram preocupação com a falta de fiscalização. Estudiosos afinados com o governo dizem que eles esperam que alguns regulamentos sejam introduzidos em breve.

O experimento das células-tronco de derivação fetal que foi iniciado nos Estados Unidos tem sido limitada a alguns pacientes, e nenhum com células-tronco embrionárias começou. Na China, milhares de pessoas submetidas a um tratamento com embrionárias, adultas e células fetais, tirada de um recém-nascido do sangue de cordão umbilical, os cientistas chineses dizem. Mas a evidência que o tratamento está funcionando é simplesmente anedótico.

“As pessoas afluem aos montes com a palavra ' tronco 'porque se sentem que o potencial é enorme. estou com eles , mas há um desalinhamento de progresso entre as comunidades científica e médica , com a divulgação pública do poder das células-tronco ", Disse Hans Keirstead , da Universidade da Califórnia em Irvine , que se especializa na investigação sobre células estaminais embrionárias e lesão medular.

Variedade de abordagens

O tratamento com células-tronco na China tanto é patrocinado pelo governo como por uma empresa comercial, com descontrole, diferentes metodologias, recursos e preços.Wu Medical

Os médicos chineses consideram o Wu Stem Cells Medical Center, http://www.unistemcells.com , onde Kara foi tratada, como instalações de primeiro nível do país para as doenças do sistema nervoso central. Localizado em frente a um parque de diversões em Pequim e dentro de um hospital de medicina tradicional chinesa, que cobra US $ 30.000 para um tratamento de cinco semanas.

Bo Cheng, diretor adjunto do centro, disse que os médicos não oferecem aos pacientes potenciais uma avaliação realista dos riscos e benefícios. “Nós dizemos-lhes que é impossível curar pacientes completamente”, disse ele. "Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida ou prolongar a sua vida.” Muitos pacientes - cerca de um terço são crianças - provenientes de países desenvolvidos, onde o tratamento médico é em geral considerado superior ao da China, embora possam ficar atrás da China em relação ao estudo, pesquisas e tratamento com células estaminais.

"Foi inacreditável"

Kara conseguiu o improvável após os dois primeiros das quatro induções de células-tronco em janeiro, ela começou a mancar com auxílio de uma muleta e andar até 15 minutos em uma esteira, com o apoio de um corrimão, de acordo com seus pais e médicos. Ela poderia levantar pedras com a mão esquerda sobre a cabeça dela, coisa que ela nunca pode fazer antes.

Seu pai, Brian Anderson, que aprendeu sobre o tratamento com um parente que sugeriu que ele fizesse a pesquisa na Internet, disse recentemente que Kara vem mantendo essas habilidades desde o seu tratamento em dezembro. Ele disse também que está notando melhora em sua visão.

"Nós realmente não sabíamos o que esperar, mas ela ficou melhor e melhor a cada dia. Foi inacreditável”, disse Anderson, 41 anos, que obteve de uma construtora o financiamento da viagem e o tratamento foram com o dinheiro obtido a partir de parentes, amigos e sua igreja.

Os médicos disseram que o calendário de melhoria de Kara pode ter sido uma coincidência: os sintomas da paralisia cerebral periodicamente ficam melhores ou piores, por motivos desconhecidos, mas histórias como a dela divulgadas na internet estão atraindo milhares de pacientes.

Nos Estados Unidos, a experimentação que envolve infusões de células-tronco embrionárias em pacientes com lesão medular foi adiada de janeiro até agosto para responder às preocupações de segurança levantadas pela FDA. Keirstead, cujo trabalho é a base para o julgamento, em 2005, fez manchetes para mostrar os progressos com roedores feridos que andaram novamente, disse que está ansioso para ver o julgamento iniciado.

"Eu estava pulando de alegria ao ver os primeiros ratos andarem novamente e emocionado quando vi o progresso da tecnologia da clínica, muito feliz em ver FDA aprovar isso ", disse Keirstead . "Agora que nós estamos na iminência de ver isso em humanos, estou desanimado e frustrado em ver quanto tempo ainda pode demorar, porque a necessidade é tão grande.”
Wu+Medical
Pesquisadores Lucy Liu e Zhang contribuíram para este relatório.

Fonte: The Washington Post – 06 de junho de 2010

Fotos e tradução do Blog.

27 maio 2010

Nossa ida à China!!










Nossa ida à China!

Amigos: Nossa busca pela melhora de vida de nosso filho Kleber transcende alguma postura mais racional ou contemplativa. Existem muitas pessoas que ficarão admiradas e outras um tanto preocupadas com nossa decisão, entretanto, cabe a nós, os pais, decidir sobre os caminhos e tratamento de nosso filho.

Há muitos anos, desde que ele nasceu, 09 anos, que os pesquisadores aqui no Brasil estão dilatando o prazo para a efetiva aplicação das células tronco em humanos, ou melhor, dificultando o nosso acesso a esse tratamento, pois ele existe e é utilizado “debaixo dos panos”, para pessoas e interesses mais chegados.


Não se trata de um aventura irresponsável, como dirão alguns, principalmente os profissionais da área médica, pois nossa decisão embasa-se em contatos aqui em São Paulo com uma família que levou seu filho lá na China, para tratar de uma patologia muito mais preocupante (Moyamoya) e aqui estava desenganado. Nós os conhecemos lá em Abadiânia/GO (Vide foto), ele que saiu daqui em estado vegetativo, fala, anda, brinca, ri, vai à escola, e interage com as pessoas de forma positiva, não apresentando o quadro que existia aqui antes das aplicações de células-tronco, no WU Stem Cells Medical Center. ( http://www.wustemcells.com/ )


Os estudos e pesquisas aqui no Brasil estão sempre a mercê de decisões de políticos, de influência da Igreja Católica, e outros, o que pesou em nossa decisão. A dependência brasileira na liberação de pesquisas, nos estudos, segue padrões ocidentais quanto à ética médica, enquanto lá na China a ética é outra, a cultura e os padrões também o são. Há tempos que utilizam células-tronco retiradas de cordão umbilical, principalmente de fetos, pois lá o aborto é permitido, enquanto aqui no ocidente a hipocrisia fala mais alto e pessoas que poderiam ter uma vida normal, padecem por falta de tratamento adequado.


A rede Globo tem um papel ambíguo na divulgação dos fatos verdadeiros, afinal eles não podem servir a dois patrões: a verdade e o dinheiro. Quando apresentaram em programa recente resultados (não muito positivos) de pessoas que foram à China em busca de cura, não o fizeram com o alcance que deveriam e nem procuraram entrevistar aqueles cujos resultados foram e são muito positivos, como o caso Victor,(http://www.wustemcells.com/en/patientstory/Moyamoya073849452.htm ) que cito nesse texto.


Os repórteres da Globo não se preocuparam em procurar o que de melhor está sendo feito com aplicações de células-tronco lá na China, apenas colocaram situações superficiais e apresentaram uma família cujo pai é neurologista, aparentemente contra os procedimentos lá adotados. O Wu Medical Center (vide site) que citamos não tem nada a ver com o procedimento que a Globo apresentou, muito ao contrário, é muito superior.

Estamos indo em busca do que existe de melhor no mundo hoje para a melhoria de qualidade de vida de nosso menino. Agradecemos a todos os que, de uma forma ou de outra, colaboraram e nos incentivaram a tomar tão sérias decisões. Esperamos que mantenham a positividade e as orações que tanto nos ajudam. Deus nos ajuda.
Muito obrigado.
Daniel, Natascha e Kleber

25 maio 2010

Infarto feminino




"Ela comentou que não se sentia bem...doíam as costas.
Foi deitar-se um pouco até que passasse.. Mais tarde, quando fui ver como ela estava, a encontrei sem respiração... Não a puderam reviver..."
Comentou o marido ao médico já no Hospital.

Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, mas nunca imaginei nada como isto. Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência...

Sabia que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas 'dramáticos' que anunciam o infarto nos homens? Me refiro à dor intensa no peito, o suor frio e o desfalecimento (desmaio, perda de consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes.

Para que saibam como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou um ataque cardíaco nos vai contar sua história:
"Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22h30min, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com meu gato nos joelhos vendo novela.
Um pouco mais tarde, senti uma horrível sensação de indigestão, como quando estando com pressa - comemos um sanduíche, engolindo-o com um pouco de água.
Esta foi minha sensação inicial... O "único problema" era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde às 17h00min.
Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara a coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta).
Logo, a pressão começou a avançar para o meu esterno (osso de onde nascem as costelas no peito). O processo continuou até que a pressão subiu à garganta e a sensação correu, então, até alcançar ambos os lados de meu queixo.
Tirei os pés do puff e tratei de ir até o telefone, mas caí no chão...
Me levantei me apoiando em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para chamar a emergência. Lhes disse que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me localizar rapidamente.
Segui suas instruções, me deitei no chão e, quase imediatamente, perdi os sentidos.
Acordei com o cardiologista me informando que havia introduzido um pequeno balão em minha artéria femural para instalar dois 'stents' que mantivessem aberta minha artéria coronária do lado direito.
Graças a minhas explicações precisas, os médicos já estavamesperando prontos para atender-me adequadamente quando cheguei ao hospital".

Dicas importantes:

1. Dizem que muito mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentirem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma "falsa emergência" do que não atrever-se a chamar e perder a vida.

2. Notem que disse "chamem os Paramédicos/Ambulância". AMIGAS, o tempo é importante, e as informações precisas também.
3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou "nunca tiveram problemas cardíacos".

Os ataques cardíacos são o resultado de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco.Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm igual risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.
(Foto ilustrativa)

14 maio 2010

Para renovar as esperanças (tratamento com células-tronco)


(Texto resumido) (27/03/2008)
Vítima de acidente, Renato Cafundó é também o primeiro do País a receber substâncias contra rejeição de transplante.
O enfermeiro Gilço Lima Souza, de 60 anos. Primo de Renato Cafundó, há muito vê o parente — com 42 anos — mover mundo e fundos para amenizar sua paraplegia, conseqüência de um acidente automobilístico em janeiro de 2006. E, nessa busca, Cafundó fez jus ao sobrenome. Se mandou para Pequim, na distante China. Fez ouvidos moucos às opiniões de seus médicos no Brasil. Mesmo em cadeira de rodas, driblou quem o chamava de louco pelo que ia fazer. Veio, viu e aceitou ser o primeiro brasileiro a se submeter, em 11 de março, a um tratamento especial com células-tronco e neurais, desenvolvido por chineses. Por quê?


“Quero voltar a andar, né?, meu amigo”, respondeu na entrevista exclusiva à agência chinesa de notícias Xinhua. Cafundó falou com voz e olhar decididos. Ao mesmo tempo, deu um leve tapa na almofada que tinha na cama em que estava no Hospital Xishan. Passou a impressão de querer dizer algo como “o que você faria se estivesse no meu lugar e encontrasse uma esperança?”.


Onze meses depois, assistia a um médico chinês apresentar um tratamento para melhorar a qualidade de vida daqueles que lesionaram a medula espinhal cervical. O método também é dirigido a pessoas com doenças degenerativas e que tiveram os movimentos de braços e pernas afetados. O especialista mostrava uma vítima dessas enfermidades, que havia deixado de andar. E dois dias após receber o implante, conseguia voltar a dar alguns passos.
 No Oriente
 Ah, mas pensa que foi só tomar o avião, vir para Pequim e entrar na sala de cirurgia? Nada disso.
A primeira foi a da língua. Descobriram que seus interlocutores chineses, além do mandarim, só falavam inglês, como o italiano Onofore Domenico. Este, que acompanha a mãe no mesmo hospital, fez as vezes de intérprete porque domina o espanhol. A propósito, mamma Domenico é mais uma das muitas estrangeiras vindas dos quatro cantos do mundo em busca de uma esperança no território chinês, único lugar onde está liberado o uso de células-tronco para implante em seres humanos.
 Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação Social - PUC-Campinas (Foto ilustrativa)


03 maio 2010

Debio 025 - Distrofia Muscular



Uma droga nova que está sendo estudada para o tratamento da degeneração muscular doenças tem mostrado resultados promissores. De acordo com um estudo publicado hoje na British Journal of Pharmacology, Debio 025 é tão eficaz quanto as drogas atuais mas, sobretudo, não causar indesejáveis efeitos imunosupressivos.


Ullrich e Bethlem miopatia congênita de Distrofia Muscular (UCMD) são as doenças músculo desperdício causado pela deficiência do colágeno VI, um componente do tecido conjuntivo. Os pacientes são geralmente diagnosticados no nascimento e sofre de fraqueza muscular que piora com o tempo. UCMD pacientes muitas vezes também sofrem de insuficiência respiratória, o que é complicado por infecções pulmonares. Embora a droga ciclosporina A (CsA) oferece algum benefício para esses pacientes, o seu uso a longo prazo pode ser indesejável, pois interage com a calcineurina, uma proteína importante imunomoduladoras.


"O tratamento a longo prazo com CsA é arriscado porque ela suprime o sistema imunológico, tornando o paciente mais suscetível a infecções pulmonares com risco de vida", diz Paolo Bernardi, que liderou a equipe na Universidade de Padova em Itália. "Nossos resultados sugerem Debio 025 pode fornecer uma alternativa mais segura".


No estudo, os ratos que sofrem de uma doença dedesperdício similar à distrofia muscular humana foram protegidos quando tratados com Debio 025. Os pesquisadores estudaram as células musculares de ratos que receberam o medicamento por cinco dias e encontraram diminuição no número de fibras musculares anormais semelhantes aos relatados em estudos de tratamento com CsA. Eles também foram capazes de mostrar que Debio 025, apesar de relacionados com a CsA, não foi alvo da calcineurina.


"Essa droga não tem efeitos sobre o sistema imunológico e por isso poderiam ser usadas por períodos prolongados de tempo sem aumentar o risco de infecção. Devemos ser capazes de tratar as crianças afetadas por estas formas de distrofia muscular e possivelmente abrandar ou mesmo parar a progressão da a doença ", diz Bernardi.
(Foto de célula - ilustrativa)

29 abril 2010

Implante de Fibroblastos - Adeus às rugas

Nova terapia é utilizada para prolongar a jovialidade da pele.

O envelhecimento facial atinge o ser humano provocando marcas e sinais de expressão que denotam a idade e causam desconforto visual no convívio social. Diversas técnicas cirúrgicas e procedimentos ancilares foram desenvolvidos para a atenuação destas marcas, mas nenhum deles restabelece a produção do colágeno e dos fibroblastos. A engenharia tecidual, termo definido em 1987 durante o Congresso de Bioengenharia de Washington, estabeleceu um campo multidisciplinar de estudos, que engloba principalmente conhecimentos de engenharia de materiais e ciências biomédicas. Esta engenharia caracteriza-se pelo desenvolvimento e manipulação de moléculas, células, tecidos ou órgãos, utilizada para o restabelecimento da função de partes do corpo injuriadas ou defeituosas. Os elementos necessários para a aplicação dos princípios da engenharia de tecidos estão baseados na tríade: (1) cultivo de células apropriadas (fibroblastos, osteoblastos, células-tronco, entre outras); (2) matrizes (arcabouços, “scaffolds" ou carreadores) confeccionadas em colágeno, osso ou polímeros sintéticos e; (3) adição de mediadores solúveis, como, fatores de crescimento e adesinas (UEDA et al., 2000). As estratégias da engenharia tecidual, através do cultivo celular humano para aplicação clínica, estão sendo desenvolvidas em diferentes especialidades médicas para reposição de cartilagens, ossos, componentes cardiovasculares e pele. (FRESHNEY, 1999; MALEKZADEH et al., 1998).
Objetivo
Restabelecer a produção de colágeno elastina da pele para minimizar ou prevenir as marcas do envelhecimento facial.
Metodologia
O processo é baseado na coleta de um fragmento de pele no tamanho de 1 cm2 que é enviado ao laboratório de cultura celular, onde os fibroblastos são separados das outras células da pele e tratados com fatores de crescimento, que estimulam a sua multiplicação. Depois de 4 semanas, os fibroblastos cultivados são acondicionados em seringas de 1 ml com agulha fina, prontas para a aplicação. Após anestesia tópica, o material é injetado na derme. A quantidade a ser injetada vai depender da necessidade de cada paciente.

O resultado vai aparecer com o tempo. Em geral, os intervalos serão definidos de acordo com a cultura individual e as aplicações poderão ser feitas em 4 sessões com intervalos médios de 15 dias. O resultado não é imediato, já que não se trata de um preenchimento e sim de uma estimulação celular. As células injetadas vão se integrar à pele e começar um processo de restauração da derme, produzindo colágeno e substâncias da matriz extracelular. O resultado é a melhora da qualidade da pele, decorrente da regeneração tecidual, que tem efeito rejuvenescedor e se mostrará perceptível algumas semanas depois da última sessão. Estudos realizados demonstraram uma permanência do grau de correção em torno de 70% em 12 meses e de 65% em 36 a 48 meses.
As células podem ser congeladas para uso no futuro. Os fibroblastos cultivados podem ser congelados em laboratório para serem utilizados no futuro.

Profª. Dra. Lilian Piñero Marcolin Eça



Graduada em Biomedicina pela Universidade Santo Amaro - OSEC (1978), doutorada em Biologia Molecular pela Universidade Federal de São Paulo (2004). Atualmente é consultora técnica do Banco de Cordão Umbilical - BCU BRASIL, presidente do Instituto de Pesquisas de Células tronco - IPCTRON, diretora científica do Curso de Extensão Universitário: "A pesquisa de células tronco" e do curso lato-senso: "A Bilogia Celular e Molecular na Medicina Atual-Células Tronco" , coordenadora científica da Associação de Engenharia de Tecidos - ABRATRON, autora do livro: Biologia Molecular - Guia prático e didático, docente com experiência na área de Biologia Geral, com ênfase em Biologia Molecular e pesquisadora experimental com células tronco mesenquimais em reparação óssea de fissura palatal,cartilagem traqueal e nó atrioventricular.

WWF-Brasil

Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.